31 de jul de 2012

Racismo contra a judoca brasileira


Rafaela Silva foi vítima de racismo no Twitter

Ministro Aldo Rebelo pedirá que PF investigue denúncia de racismo contra a judoca brasileira

 Atualizado:31/07/12 - 9h42


A judoca brasileira Rafaela Silva parece não acreditar ao ser desclassificada Foto: Ivo Gonzalez
Foto o Globo
Imagem do celular de Rafaela Silva com mensagens racistas Foto: Ary Cunha


ONDRES - Das respostas intempestivas a comentários agressivos que recebeu pelo Twitter, após ser eliminada da competição de judô dos Jogos de Londres, Rafaela Silva fez questão de se desculpar. Mas algumas delas ainda lhe doem bastante, a ponto de ela não segurar as lágrimas hoje de manhã, no Excel Centre, onde assistia às lutas de Leandro Guilheiro e Mariana Silva. Rafaela foi vítima de racismo e o GLOBO teve acesso às acusações que lhe foram enviadas pelo Twitter, dizendo que "lugar de macaca é na jaula" e que "vc não é melhor do que ninguém porque você é NEGRA".
O racismo pelo Twitter vai virar caso de polícia. O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, disse que vai determinar à Polícia Federal que investigue o caso.
- Racismo é uma questão de Justiça. É uma indignidade onde não foi apenas a atleta que foi desrespeitada. É um desrespeito ao povo brasileiro. A PF vai entrar no caso pois estamos falando de um ser humano que além de representar seu país recebe bolsa-atleta - disse Aldo, que soube do caso pelo GLOBO.
O ministro contou que esteve com ela na segunda-feira depois da eliminação. E tratou de estimular a atleta, que considera ter um enorme potencial para disputar medalhas nos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.
- Rafaela é uma moça muito jovem. Tenho enorme carinho por ela. Sem contar que é um exemplo de esforço e dedicação que soube superar adversidades na vida. Após a luta eu a abracei e a consolei. Reforcei a conmfiança que temos no talento dela. E disse que o governo vai continuar a apoiá-la com o bolsa-atleta.



Rafaela Silva: 
a nossa 
MENINA DA CIDADE DE DEUS  
Rio de Janeiro/RJ



RIO - Não bastasse a frustração de ser desclassificada na competição do peso leve após um golpe irregular, a judoca Rafaela Silva acabou se envolvendo numa discussão no Twitter com uma internauta que lhe escreveu grosserias. A atleta brasileira não mediu palavras e respondeu com muitos palavrões na rede social.
"Vai se f... filho da p... Perdi, sim, sou humana como todos. Errei e sei que tenho capacidade de chegar e conquistar uma vaga para 2016", disse Rafaela, para em seguida emendar: "Você já não tem o que fazer e fica falando merda por aí. Tenha capacidade, conquiste uma vaga nas Olimpíadas e depois a gente conversa."
Mais tarde Rafaela procurou a direção da Confederação Brasileira de Judô (CBJ) para se desculpar. O diretor técnico Ney Wilson teve com ela uma conversa franca. A atleta não vai ser punida. Ela está arrependida e contou que abriu a internet e viu as provocações de que tinha sido alvo. Ainda no calor da luta recém-terminada, acabou respondendo.
- Eu deveria ter ignorado, mas estava de cabeça quente. Quero pedir desculpas a todos - disse.
Ney Wison conversou com a judoca, explicou que ela ainda é muito jovem, tem compromisso com os patrocinadores e que se envolver nesse tipo de polêmica só pode prejudicá-la.
- Ela recebeu 800 elogios. Não pode se incomodar com uma única crítica. Ela errou e foi a primeira a reconhecer isso, Não vimos como indisciplina, mas como um desabafo que não deveria ter acontecido.
A direção do CBJ já havia recomendado aos seus atletas que evitassem a redes sociais para não perderem a concentração e o foco nas lutas.


Crítica e provocação
No post no Twitter que provocou a ira de Rafaela o texto dizia que a judoca passou "anos se preparando para ser eliminada por uma burrice dessas" e merecia "voltar nadando de lá". A internauta continuou criticando Rafaela, que reagiu com mais alguns desaforos. Desde então, a conta da atleta só pode ser lida com sua autorização.
"Babaca filha da p... Vai caçar o que fazer do que ficar com inveja dos outros e falando basteira. Vai lavar uma louça, já que não tem o que fazer".
A judoca também respondeu outra crítica, questionando o dinheiro gasto pelo Brasil na sua preparação.

Revelada num dos núcleos do Instituto Reação, do ex-judoca Flávio Canto e do mestre Geraldo Bernardes, a menina da Cidade de Deus, de apenas 20 anos, é a terceira no ranking mundial e promete voltar ainda mais forte na Rio-2016.

“Pelo menos o Brasil gasta dinheiro comigo e sei que sou muito mais útil do que você. Tenho medalha de ouro no Mundial 2008 e prata em 2011, e você?”, respondeu à crítica.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/olimpiadas2012/apos-eliminacao-por-golpe-ilegal-rafaela-silva-reage-com-palavroes-provocacao-no-twitter-5629372#ixzz22Coma0iH

O Zorra Total da Globo e o Racismo escancarado


Adelaide do Zorra Total da Globo e o Racismo escancarado

       Apesar dos vídeos que falam por si só e do programa semanal, com toda certeza do mundo a organização vai dizer, se houver pronunciamento, que não existe no personagem o racismo, que não houve ofensa a mulher negra e a pobreza. Podem apostar. É Urgente o debate do movimento negro, sociais e governamentais sobre o escândalo.

Délio Martins
Militante MNU


Adelaide: o racismo escancarado da Rede GLOBO

O programa Zorra Total da Rede Globo, do dia 09 de julho de 2012, conseguiu, em 2:22, agredir toda a população negra. Na cena, o ator Rodrigo Sant'Anna, pintado de negro e com maquiagem, representa uma mulher negra, a Adelaide, que é pedinte em um metrô.
Se não bastasse a ofensa que associa a mulher negra à pobreza, o ator ainda faz uma piada sobre o cabelo dos negros, ao se referir a uma personagem que teria "cabelo bom", diferente da personagem e sua filha que teria "problema de cabelo duro".



Do Blog Observatório do Racismos
http://observatoriodoracismovirtual.blogspot.com.br/2012/06/adelaide-o-racismo-escancarado-da-rede.html



Abaixo a reprodução do manifesto bem apropriado e pertinente do BLOG HUMBERTO ADAMI.



ADELAIDE, do Zorra Total, e os limites inaceitáveis. Por Humberto Adami 
ADELAIDE, do Zorra Total, e os limites inaceitáveis. Por Humberto Adami


adelaide

ESSE PERSONAGEM DA "ADELAIDE", DO ZORRA TOTAL , JÁ ULTRAPASSOU O LIMITE DO ACEITÁVEL.


Não há outros personagens negros femininos no programa, e a caricatura só reforça o preconceito contra a mulher negra, pobre e sem trabalho.

Não há escusas para a Rede Globo, nem para o silêncio de grande parte do Movimento Negro brasileiro, e das instituições ligadas ao enfrentamento do racismo no Brasil.

Essas imagens levadas ao plano internacional envergonhariam qualquer nacional.   

A representação ao Ministério Público, acompanhada de eficiente ação de reparação de dano coletivo, nos moldes do Caso Tiririca & SONY, já passou da hora.

Uma insatisfação e um vídeo do quadro do programa pode ser visto aquiAdelaide: o racismo escancarado da Rede GLOBO.

Não há como se fugir ao debate da "liberdade de expressão, censura, e liberdade artística" , que por  certo será levantado, mas sim impor a reparação do dano coletivo, com os rigores de expressiva jurisprudência nacional a respeito. 

A quem o personagem faz rir? 

Àqueles que não se comovem com o sofrimento e a luta das mulheres negras brasileiras.

E que ainda lhe imputam a responsabilidade pela situação de descuido. 

Única personagem negra do programa, a Rede Globo sabe perfeitamente onde quer chegar, tanto que no mesmo quadro, incluiu uma mulher índia, que fica sorrindo o tempo todo, de

forma infantilizada, reforçando também o preconceito contra indígenas.

Creio que a Globo se prepara para o debate, já sabendo o que virá por aí.

Na verdade, todo o Capítulo VI do Estatuto da Igualdade Racial, a lei 12.288, abaixo reproduzido, vem sendo desrespeitado.   
   
CAPÍTULO VI

DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO

Art. 43.  A produção veiculada pelos órgãos de comunicação valorizará a herança cultural e a participação da população negra na história do País.
Art. 44.  Na produção de filmes e programas destinados à veiculação pelas emissoras de televisão e em salas cinematográficas, deverá ser adotada a prática de conferir oportunidades de emprego para atores, figurantes e técnicos negros, sendo vedada toda e qualquer discriminação de natureza política, ideológica, étnica ou artística.
Parágrafo único.  A exigência disposta no caput não se aplica aos filmes e programas que abordem especificidades de grupos étnicos determinados.
Art. 45.  Aplica-se à produção de peças publicitárias destinadas à veiculação pelas emissoras de televisão e em salas cinematográficas o disposto no art. 44.
Art. 46.  Os órgãos e entidades da administração pública federal direta, autárquica ou fundacional, as empresas públicas e as sociedades de economia mista federais deverão incluir cláusulas de participação de artistas negros nos contratos de realização de filmes, programas ou quaisquer outras peças de caráter publicitário.
§ 1o  Os órgãos e entidades de que trata este artigo incluirão, nas especificações para contratação de serviços de consultoria, conceituação, produção e realização de filmes, programas ou peças publicitárias, a obrigatoriedade da prática de iguais oportunidades de emprego para as pessoas relacionadas com o projeto ou serviço contratado.
§ 2o  Entende-se por prática de iguais oportunidades de emprego o conjunto de medidas sistemáticas executadas com a finalidade de garantir a diversidade étnica, de sexo e de idade na equipe vinculada ao projeto ou serviço contratado.
§ 3o  A autoridade contratante poderá, se considerar necessário para garantir a prática de iguais oportunidades de emprego, requerer auditoria por órgão do poder público federal.
§ 4o  A exigência disposta no caput não se aplica às produções publicitárias quando abordarem especificidades de grupos étnicos determinados.


Nada disso tem sido respeitado, nem cobrado, por quem devia estar cobrando, de forma institucional. 

Penso que as entidades de mulheres, negras em especial, (mas não apenas essas), possam promover uma representação ao MP, e a ação de reparação de dano coletivo, cujo limites já ultrapassaram o aceitável.  .

Humberto Adami

Advogado


FONTE: BLOG DO HUMBERTO ADAMI










27 de jul de 2012

Quilombolas ocupam o INCRA – Rio dos Macacos


Olá Companheiros e Companheiras!

Nesta Quinta feira dia 25 de Julho 2012, Quilombolas dos Rios dos Macacos, na Bahia, junto com outros Movimentos Sociais ocuparam a Superintendência do INCRA/BA, e mantém o superintendente no Gabinete.
Os Quilombolas reivindicam a permanência das Famílias quilombolas dos Rios do Macaco em seu território, que passa por ameaça de despejo promovida pelos INVASORES, a MARINHA DE GUERRA DO BRASIL, que criou uma base Militar em cima do quilombo.
Dentre as reivindicações dos Quilombolas esta a Publicação do RTID (Relatório Antropológicos) que já esta pronto e parado.  O INCRA não publicou  pois não ha interesse  por parte do GOV de reconhecer que os quilombolas são os verdadeiros donos das terras e que a Marinha Invadiu o território quilombola, e vem ao longos de 50 anos cometendo varias violações dos direitos Humanos.
O quilombo do Rio dos Macacos esta preste a sofrer mais uma injustiça como tantas já cometidas pelo estado Brasileiro e ao Povo Negro neste país.
Para a CONAQ que esta com lideranças em Brasília intermediando a permanência dos quilombolas em seus territórios, esta ação é mais do que legitima e que os quilombolas são os verdadeiros donos da terra .
A retirada dos Quilombolas do Rio dos Macacos de seu território historicamente ocupado é um atraso nas conquista de direitos deste país.
As comunidades Quilombolas fazem parte da historia deste Brasil, e também tem toda sua essência  e valores montado na coletividade e no bem estar de todos, isso faz com que este estado comprometido com o Agronegócio e com as Forças Armadas  não avance nas regularização dos territórios quilombolas, que uma vez a terra titulada ela sai fora do mercado e isso é perda para o interesse do Capital especulativo e do Agronegócio .
Entendemos que a nossa luta se faz necessária, e que a onde estiver um Quilombola e um excluído neste País estaremos junto na luta pelos direitos à vida digna e por justiça social.
Secretaria Nacional da CONAQ
Coordenação Nacional da CONAQ
http://www.quilombosconaq.blogspot.com/
Redes Sociais: CONAQ Brasil (Twitter, Facebook)
CAMPANHA EM DEFESA DOS DIREITOS QUILOMBOLAS




Urgente: Quilombolas em risco! - Rio dos Macacos


Urgente:


Urgente:
Quilombolas em risco!  


Rio dos Macacos






Caros amigos do Brasil,

A comunidade quilombola do Rio dos Macacos está lutando contra o tempo. Em apenas algumas dias, uma ordem da justiça pode tirar a comunidade das terras em que vive há mais de 200 anos. Somente uma grande mobilização popular pode impedir que a pressão da Marinha prevaleça. Junte-se a essa luta agora, e a Avaaz e o defensor público que defende os quilombolas entregarão a petição diretamente para o juiz quando alcançarmos 50.000 assinaturas:

A comunidade quilombola do Rio dos Macacos na Bahia está lutando contra o tempo. Em apenas alguns dias, uma ordem da justiça pode removê-los das terras na qual a comunidade vive há mais de 200 anos. Mas a solução para o problema está a nosso alcance!

A Marinha do Brasil quer expandir a Base Naval de Aratu a todo custo, mesmo que tenha que devastar uma tradição centenária e expulsar os quilombolas da região. A comunidade está lutando pelo reconhecimento de seu direito à terra garantido pela Constituição, mas a lentidão da burocracia do governo pode permitir que eles sejam removidos antes que o relatório de reconhecimento da comunidade quilombola seja publicado e assinado pela presidenta Dilma. Eles estão com a faca no pescoço e nós podemos ajudá-los a vencer essa batalha se nos unirmos a essa causa!

Não temos tempo a perder! O juiz da causa decidirá na segunda-feira se retira os quilombolas ou espera a publicação do parecer do governo. Somente uma grande mobilização popular pode impedir que a pressão da Marinha prevaleça. Junte-se a essa luta agora, e a Avaaz e o defensor público que defende os quilombolas entregarão a petição diretamente para o juiz quando alcançarmos 50.000 assinaturas:

De acordo com estudos, das três mil comunidades quilombolas que se estima haver no país, apenas 6% tiveram suas terras regularizadas. É um direito das comunidades remanescentes de escravos garantido pela Constituição, e responsabilidade do Poder Executivo emitir-lhes os títulos das terras. A cultura quilombola depende da terra para manter seu modo de vida tradicional e expulsar quilombolas dessas terras pode significar o fim de uma comunidade de 200 anos.

A comunidade do Rio dos Macacos tem até o dia 1º de agosto para sair do local e, após isso, sofrerá a remoção forçada. Entretanto, temos informações seguras que técnicos já elaboraram um parecer que reconhece o direito dos quilombolas, mas ele só tem validade quando for formalmente publicado e a comunidade corre o risco de ser expulsa nesse intervalo de tempo.

No caso do Rio dos Macacos, a pressão popular já funcionou uma vez, adiando a ação de despejo em 5 meses. Vamos nos juntar aos quilombolas e apelar para que o juiz da causa garanta a posse de terra dessa comunidade, e carimbe seu direito de viver em harmonia com suas terras. Assine a petição abaixo para impedir que a lentidão da burocracia acabe com uma comunidade tradicional:


Cada vez mais temos visto que, quando nos unimos, movemos montanhas e derrotamos gigantes. Vamos nos unir mais uma vez para garantir o direito de terra da comunidade quilombola Rio dos Macacos e dar paz as famílias que moram no local. Juntos podemos alcançar justiça!

Com esperança e determinação,

Pedro, Luis, Diego, Carol, Alice, Ricken e toda a equipe da Avaaz

Mais informações:

Balanço 2011 das Terras Quilombolas da Comissão Pró-Índio de São Paulo


http://www.cpisp.org.br/email/balanco11/img/Balan%C3%A7oTerrasQuilombolas2011.pdf
'Os militares infernizam a nossa vida', diz quilombola sobre disputa por terra (Último Segundo)

http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/ba/2012-07-22/os-militares-infernizam-a-nossa-vida-diz-quilombola-sobre-disputa-por-terra.html

Rio dos Macacos é quilombo, diz Incra (Tribuna da Bahia)

http://www.tribunadabahia.com.br/news.php?idAtual=122017

Rio dos Macacos: Defensoria pede suspensão da retirada de moradores (Correio)

http://www.correio24horas.com.br/noticias/detalhes/detalhes-1/artigo/rio-dos-macacos-defensoria-pede-suspensao-da-retirada-de-moradores/


Violações de direitos humanos no Quilombo Rio dos Macacos são denunciadas aos Organismos Internacionais




Violações de direitos humanos no Quilombo Rio dos Macacos são denunciadas aos Organismos Internacionais



Com as denúncias, a expectativa é que a ONU, OIT e OEA pressionem o Estado brasileiro a reconhecer o território do Quilombo Rio dos Macacos e suspender reintegração de posse marcada para o dia 01 de agosto 



Entidades de defesa de direitos humanos apresentam nesta terça-feira, dia 24/07, às Organizações das Nações Unidas (ONU), à Organização Internacional do Trabalho (OIT) e à Organização dos Estados Americanos (OEA) o documento que aponta e denuncia diversas violações de direitos humanos cometidas pela Marinha do Brasil contra a Comunidade Quilombola Rio dos Macacos, na Bahia.


O Quilombo Rio dos Macacos, localizado no bairro de São Tomé de Paripe, no limite da cidade de Simões Filho e Salvador, é formado por 70 famílias que vivem tradicionalmente no local há mais 150 anos. A área tornou-se palco de uma disputa judicial e territorial a partir da década de 60, com a doação das terras pela Prefeitura de Salvador à Marinha do Brasil. Atualmente, o território é alvo de uma ação reivindicatória proposta pela Procuradoria da União, na Bahia, que pediu a desocupação do local para atender as necessidades futuras da Marinha.


No início do ano, o conflito se intensificou e assumiu ampla repercussão nacional e internacional por envolver, de um lado, a resistência das famílias para permanecerem em seu território, e do outro, graves violações de direitos em suas dimensões políticas, sociais, culturais, econômicas, ambientais e históricas, todas protagonizadas pelo Estado brasileiro.


Entretanto, a resistência das famílias vem garantindo passos importantes na luta pela permanência em seu território. No último dia 17, a Defensoria Pública da União na Bahia (DPU/BA) entrou com um pedido de suspensão do processo que ordena a retirada das famílias da área. O INCRA também deve enviar à Brasília, nesta semana, o Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID) que reconhece a região como quilombo,  para publicação em Diário Oficial da União (DOU) e assinatura da presidente Dilma Rousseff.




As famílias quilombolas e entidades de Direitos Humanos acreditam que a entrega do dossiê aos organismos internacionais fortalecerá a luta pelo reconhecimento do território da comunidade. A expectativa é que após as denúncias, os organismos pressionem o Governo Federal, Estadual (BA) e o Poder Judiciário a reconhecerem o território do Quilombo Rio dos Macacos e suspender a reintegração de posse marcada para o dia 01 de agosto.


O documento apresentado contém 17 páginas que trazem um conjunto de informações sobre a história do quilombo, a luta na esfera judicial e diversos relatos dos moradores e moradoras sobre o cotidiano de ameaças e atos de violência praticados por militares da Marinha. O documento reivindica também o cumprimento de um conjunto de direitos básicos e fundamentais que, em consequência do conflito, não são garantidos à comunidade, como acesso à escola, postos médicos, à água potável, saneamento, energia elétrica, moradia digna, liberdade de associação, direito de ir e vir.


Na ONU, o documento será encaminhado em caráter de urgência ao Alto Comissariado para os Direitos Humanos; para a Relatoria Especial sobre moradia adequada; o Grupo de Trabalho sobre pessoas de ascendência africana; a Relatoria Especial em matéria de direitos culturais; Relatoria Especial sobre os direitos à liberdade de reunião pacífica e de associação; para a Perita Independente sobre as questões das minorias; Relatoria  Especial sobre formas contemporâneas de racismo, discriminação racial, xenofobia e intolerância correlata; Relatoria Especial sobre o direito humano à água potável e ao saneamento e para a Relatoria da Defensores de Direitos Humanos. 


Assinam o documento a Associação Quilombola do Rio dos Macacos; a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados/as Federais; a Associação dos/as Advogados/as dos/as Trabalhadores/as Rurais (AATR); Centro de Assessoria Jurídica Popular Mariana Crioula; Centro de Referência em Direitos Humanos (UFPB); Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra (CDCN\BA); Dignitatis - Assessoria Técnica Popular, Quilombo Xis - Ação Cultural Comunitária; MPP - Movimento de Pescadores e Pescadoras Artesanais; Articulação em Políticas Públicas do Estado da Bahia; Plataforma DHESCA Brasil, Justiça Global e Terra de Direitos.


Outras informações: 


Comunidade Quilombo Rio dos Macacos:


Rose Meire dos Santos Silva


Fone: (71) 9933.3581
Olinda de Souza Oliveira dos Santos
Fone: (71)8716.7530


AATR - Associação de Advogados de Trabalhadores Rurais da BA
Maurício Correia
Fone: (71) 3329.7393/ 8681.1517


Justiça Global
Andressa Caldas
Fone: (21) 8187.0794



Dignitatis
Eduardo Fernandes
Fone: (83) 8108.6288


Terra de Direitos
Fernando Prioste
Fone: (41) 9916.4179










Rio dos Macacos - Urgente: Quilombolas em risco!


 Urgente:
Quilombolas em Risco!   

Rio dos Macacos




Caros amigos do Brasil, 

A comunidade quilombola do Rio dos Macacos está lutando contra o tempo. Em apenas algumas dias, uma ordem da justiça pode tirar a comunidade das terras em que vive há mais de 200 anos. Somente uma grande mobilização popular pode impedir que a pressão da Marinha prevaleça. Junte-se a essa luta agora, e a Avaaz e o defensor público que defende os quilombolas entregarão a petição diretamente para o juiz quando alcançarmos 50.000 assinaturas: 

A comunidade quilombola do Rio dos Macacos na Bahia está lutando contra o tempo. Em apenas alguns dias, uma ordem da justiça pode removê-los das terras na qual a comunidade vive há mais de 200 anos. Mas a solução para o problema está a nosso alcance! 

A Marinha do Brasil quer expandir a Base Naval de Aratu a todo custo, mesmo que tenha que devastar uma tradição centenária e expulsar os quilombolas da região. A comunidade está lutando pelo reconhecimento de seu direito à terra garantido pela Constituição, mas a lentidão da burocracia do governo pode permitir que eles sejam removidos antes que o relatório de reconhecimento da comunidade quilombola seja publicado e assinado pela presidenta Dilma. Eles estão com a faca no pescoço e nós podemos ajudá-los a vencer essa batalha se nos unirmos a essa causa!

Não temos tempo a perder! O juiz da causa decidirá na segunda-feira se retira os quilombolas ou espera a publicação do parecer do governo. Somente uma grande mobilização popular pode impedir que a pressão da Marinha prevaleça. Junte-se a essa luta agora, e a Avaaz e o defensor público que defende os quilombolas entregarão a petição diretamente para o juiz quando alcançarmos 50.000 assinaturas:

De acordo com estudos, das três mil comunidades quilombolas que se estima haver no país, apenas 6% tiveram suas terras regularizadas. É um direito das comunidades remanescentes de escravos garantido pela Constituição, e responsabilidade do Poder Executivo emitir-lhes os títulos das terras. A cultura quilombola depende da terra para manter seu modo de vida tradicional e expulsar quilombolas dessas terras pode significar o fim de uma comunidade de 200 anos.

A comunidade do Rio dos Macacos tem até o dia 1º  de agosto para sair do local e, após isso, sofrerá a remoção forçada. Entretanto, temos informações seguras que técnicos já elaboraram um parecer que reconhece o direito dos quilombolas, mas ele só tem validade quando for formalmente publicado e a comunidade corre o risco de ser expulsa nesse intervalo de tempo.

No caso do Rio dos Macacos, a pressão popular já funcionou uma vez, adiando a ação de despejo em 5 meses. Vamos nos juntar aos quilombolas e apelar para que o juiz da causa garanta a posse de terra dessa comunidade, e carimbe seu direito de viver em harmonia com suas terras. Assine a petição abaixo para impedir que a lentidão da burocracia acabe com uma comunidade tradicional:


Cada vez mais temos visto que, quando nos unimos, movemos montanhas e derrotamos gigantes. Vamos nos unir mais uma vez para garantir o direito de terra da comunidade quilombola Rio dos Macacos e dar paz as famílias que moram no local. Juntos podemos alcançar justiça!

Com esperança e determinação,

Pedro, Luis, Diego, Carol, Alice, Ricken e toda a equipe da Avaaz

Mais informações:

Balanço 2011 das Terras Quilombolas da Comissão Pró-Índio de São Paulo


http://www.cpisp.org.br/email/balanco11/img/Balan%C3%A7oTerrasQuilombolas2011.pdf
'Os militares infernizam a nossa vida', diz quilombola sobre disputa por terra (Último Segundo)

http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/ba/2012-07-22/os-militares-infernizam-a-nossa-vida-diz-quilombola-sobre-disputa-por-terra.html

Rio dos Macacos é quilombo, diz Incra (Tribuna da Bahia)

http://www.tribunadabahia.com.br/news.php?idAtual=122017

Rio dos Macacos: Defensoria pede suspensão da retirada de moradores (Correio)

http://www.correio24horas.com.br/noticias/detalhes/detalhes-1/artigo/rio-dos-macacos-defensoria-pede-suspensao-da-retirada-de-moradores/


25 de jul de 2012

Dia da Mulher Negra da América Latina e do Caribe



25 de julho
Dia da Mulher Negra da América Latina e do Caribe



Em julho de 1992, mulheres negras de 70 países participaram do 1º Encontro de Mulheres Negras da América Latina e do Caribe, em Santo Domingo, na República Dominicana. O último dia do evento, 25 de julho, foi marcado como o "Dia da Mulher Negra da América Latina e do Caribe", para celebrar e refletir sobre o papel das mulheres negras nestes continentes.

            O dia 25 de julho é considerado um marco internacional da luta e resistência da mulher negra. A sociedade civil tem atuado para consolidar e dar visibilidade a essa luta, tendo em conta as condições de opressão, gênero étnico-raciais em que vivem as mulheres negras.




           Essa data vai além da celebração do Dia Internacional da Mulher, à medida que marca a luta pelos direitos humanos das mulheres negras no intuito de visibilizá-las, possibilitando assim a discussão de  temas relativos à condição das mesmas, apontando para a superação das desigualdades históricas baseadas na opressão de classe, gênero , raça e orientação sexual.



          O aprofundamento da aliança entre as mulheres negras da diáspora deu-se em 2001, durante a III Conferência Mundial Contra o Racismo, a Discriminação Racial, a Xenofobia e Formas Correlatas de Intolerância realizada na África do Sul. Neste cenário, a Articulação de Organizações Não-Governamentais de Mulheres Negras Brasileiras desempenhou um importante papel, reunindo organizações de mulheres negras de diferentes pontos do país e destacando-se na construção de propostas para a Conferência.

         O Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha é mais do que uma data comemorativa, representa a luta pelo empoderamento das mulheres negras fora da África.

         Um mundo novo só será possível, quando as diferenças forem vistas como riquezas e não consideradas como sinônimo de inferioridade.

Saudações Quilombolas!
Movimento Negro Unificado-PE




Uma homenagem muito especial vinda do BLOG MULHER NEGRA que deve ser compartilhada por todas e todos: 


25 DE JULHO - ESPECIAL


por Mônica Aguiar

Eu Mulher Negradedico parabéns sempre para todas as mulheres!
Mas neste momento em especial, momento de tantas reflexões,  são para as Mulheres Negras que 
TODAS devem devoção.


Pela resistência.
Pela luta.
Pela solidariedade.
Pela compreensão.
Pela vontade de viver.
Pela coragem de sobreviver entre tantas tribulações.
Companheiras e parceiras!
Salve, salve Candaces! 
Rainhas guerreiras!

Donas da verdadeira história.
Da nossa história. 



Leiam o poema que Monica Aguiar dedicou a todas as mulheres no dia de hoje, 25 de Julho, e aproveito para este estender as minhas homenagens as todas as mulheres Negras da América latina e do Caribe.

Eu dedico este poema........

Délio Martins
MNU Rio de Janeiro.









24 de jul de 2012

Menina de quatro anos é vítima de racismo


Menina de quatro anos é vítima de racismo

Do Primeiro Jornal

pauta@band.com.br

Segunda-feira, 23 de julho de 2012 - 07h40 

Última atualização, 23/07/2012 - 12h55


Uma criança de apenas quatro anos foi vítima de racismo em uma escola na região de Contagem, em Minas Gerais. A denúncia foi feita pela professora da menina.

O incidente ocorreu durante a realização de uma festa julina na escola. Uma mulher se queixou do fato de seu neto dançar com uma menina negra. Segundo a professora, a avó afirmou que ia acabar com a festa se isso não acontecesse.

O fato revoltou os pais da criança vítima de racismo. “Isso é um absurdo. O racismo tem de acabar no Brasil”, afirmou, desesperado, Ailton Souza, pai da criança. Nem a escola nem a mulher acusada de racismo quiseram se pronunciar.

Click abaixo e Reveja o vídeo do Jornal da Band:




Inquérito investiga caso de racismo em MG

Da Redação com BandNews BH
noticias@band.com.br

Avó de um garoto teria se revoltado após o neto ter dançado quadrilha com uma criança negra

A Polícia Civil de Minas Gerais abriu inquérito para investigar um caso de racismo sofrido por uma menina de quatro anos de idade em uma escola de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte.

 Os envolvidos devem começar a ser ouvidos a partir desta segunda-feira. A denúncia foi feita pela mãe da criança, após ser xingada de "preta horrorosa" pela avó de um garoto que se revoltou com o fato de o neto ter dançado quadrilha com uma criança negra.

O episódio foi revelado quando uma professora da escola resolveu denunciar o caso à Polícia. A educadora pediu desligamento do colégio e acusa a escola de se omitir em relação à atitude racista.

 A mãe relatou que a escola não a comunicou sobre o ocorrido e que percebeu a criança inquieta e diferente em casa. Os pais da criança devem acionar a Justiça sobre o caso e se manifestar judicialmente contra a instituição de ensino. A diretora da escola não quis se pronunciar sobre o fato.



BH: 80% dos casos de racismo ficam impunes

Ambientes escolares são responsáveis por mais de 60% dos casos registrados por ONG de BH em 12 anos


Só cerca de 20% dos casos de discriminação ou injúria motivadas por preconceito racial geram algum tipo de punição contra o responsável em Minas. A constatação é da SOS Racismo, entidade referência na assistência psicológica e jurídica às vítimas desse tipo de crime em Belo Horizonte.

Conforme a ONG, o problema começa pelo silêncio de muitas das vítimas, que, sentindo-se constrangidas ou intimidadas pelos autores, não formalizam as denúncias. Isso acontece, por exemplo, quando a agressão se dá no ambiente escolar, no qual foram registradas mais de 60% das notificações recebidas pela SOS Racismo desde sua fundação, há 12 anos.

Um caso semelhante aos contabilizados pela ONG ocorreu semana passada na cidade de Contagem, na região metropolitana. Uma menina de quatro anos teria alvo de racismo em uma escola, durante uma festa julina. A denúncia foi feita por uma professora da criança insultada.

O especialista em Direito Penal e membro da Comissão de Assuntos Penitenciários da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) Gustavo Americano destaca que, na grande maioria dos casos de injúria, os acusados são condenados a medidas alternativas, como prestação de serviços sociais, mas nem sempre cumprem as penas.

“Essa é a tendência dos juízes, até porque o sistema carcerário está falido. Em muitos casos, a aplicação dessas penalidades pelo Tribunal acontece, mas o Judiciário não tem como fiscalizar, e a maioria dos condenados, até 90%, burlam a pena”, calcula.

A reportagem entrou em contato ontem com o TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais), mas a assessoria de imprensa do órgão informou que ainda não possui um balanço oficial do número de processos em tramitação e condenações referentes aos crimes de injúria e racismo.

17 de jul de 2012

Fundação do MNU no Estado do Espírito Santos


Nos 34 anos do MNU




    

Fundação do MNU
no 
Estado no Espírito Santos



Na manhã do último sábado (07 /07) , quando o MNU – Movimento Negro Unificado - fez 34 anos foi criado no Espírito Santo o Movimento Negro Unificado (MNU), uma entidade nacional do movimento negro. A ação foi realizada no Museu Capixaba do Negro “Verônica da Paz”.

“O MNU é uma das entidades mais antigas e que teve mais conquistas, tendo por principal propósito as reparações ao povo negro e em relação à questão do abismo que existe entre negros, índios e brancos no Brasil.”
 "Queremos que aqui a entidade seja um instrumento dessa luta que travamos há muito tempo”, disse Eliézer Tavares.

A próxima etapa será a formação de uma coordenação composta por 3 a 5 membros o que ocorrerá em agosto quando a entidade fará um segundo momento de filiação.

Conheça o Movimento Negro Unificado - MNU

            O MNU está presente em todo o país tendo como eixo principal o tema “Reparações Já”, a fim de mudar o quadro atual de desigualdade no qual o negro está inserido e construindo um projeto político do ponto de vista da população negra.
              Suas ações são baseadas principalmente em atividades públicas sem distinção de raça, gênero, orientação sexual, convicções religiosas, bem como a portadores de deficiência.

             Qualquer pessoa que esteja envolvida na luta contra o racismo pode fazer parte do movimento, por meio da assinatura na ficha de filiação. As formas de vinculação ao MNU são como filiados, simpatizantes ou colaboradores.

           Os (as) filiados (as), terão como tarefas, dentre outras coisas, conhecer e difundir os documentos básicos do MNU; participar de forma efetiva para aumentar o nível de consciência da militância e da população negra; e participar de um dos Grupos e/ou Núcleos de Base existentes;

Maiores informações:

Vanda Vieira, pelo telefone (27) 8811 – 1828 ou através do e-mail mnu.es@pop.com.br.


Os novos Filiados do mais novo
 MNU – Movimento Negro Unificado - 
do Brasil,
Vitória/ES.


Olindina Serafim - Associação de Mulheres Quilombolas de Linharinho -Território do Sapê do Norte- Pedagoga  da Rede Municipal de São Mateus e Mestre em Educação pela Universidade Federal do Espírito Santo.

Valdeni Andrelino- Pedagoga, Pós graduada em Gestão Comunitária  e Coordenadora de Políticas de Promoção da Igualdade Racial  na Prefeitura de Vitória.

Moacir Alves Rodrigues- Assistente Social, Pós graduado em Políticas Públicas e Coordenador de mobilização Social e Institucional na Prefeitura de Vitória.

Eliezer de Albuquerque Tavares  - Professor, bancário e Vereador em Vitória
Fátima Tolentino da Silva- Assistente Social e Diretora do Departamento de Políticas de Promoção da Igualdade Racial no município da Serra.

Jorge da Silva Lisboa- Sacerdote do Ile Asé Ará Madará.
 
Luiz Inácio da Silva Rocha- Bacharel em Direito e membro do Fórum de Juventude Negra e do Movimento Nacional de Direitos Humanos.

Rosilene Sá -Pedagoga.

Priscilla Matias Martins - Estudante de pedagogia e Assistente Administrativa na Prefeitura de Vitória.

Vanda de Souza Vieira -Gerente de Políticas de Promoção da Igualdade Racial.



         Registo do momento da Criação do Movimento Negro Unificado - Espírito Santo, no Museu Capixabado Negro - (Vitória- ES):

Esquerda para direita, Raimundo Bujão , Marcelo Dias e Geílson Rodrigues (Dirigente Nacional do MNU) 

Vanda Vieira , Eliezer Albuquerque , Valdeni Andrelino , Priscila Martins.


Fotos da Plenária


 Foto registro com a Bandeira do MNU



 Lula (MNU- Espírito Santo)  e Marcelo Dias (MNU -Rio de Janeiro)


Marcelo Dias e Olindina (MNU – Espírito Santo)


 Vanda Vieira (MNU- Espírito Santo) 




 
A da exposição fotográfica “Nos Caminhos Afro” no museu Museu Capixabado Negro (Vitória- ES):