23 de out de 2017

WILSON PRUDENTE: PRESENTE!




O Velório do nosso querido Wilson Prudente será amanhã, 24/10/2017 à partir das 10 hs

Cemitério Parque da Paz

Rua Adir Reis, 64 - Pacheco, São Gonçalo 

Sepultamento 16 hs


Dr. Wilson Prudente, era militante do MNU, Produrador do Ministério Público do Trabalho e relator da Comissão Estadual da Verdade sobre a Escravidão - RJ

Era casado com a Dra Inaia Prudente, também militante do MNU e pai de duas filhas.






Segundo o Dr. Marcelo Dias, advogado, primeiro pres da CEVENB/RJ e militante do MNU:

Prudente era mais que um amigo, era um irmão!

Na nota da Comissão Estadual da Reparação Histórica do Povo Negro, oriunda da Comissão Estadual da  Verdade da Escravidão Negra do Brasil da OAB/RJ (2015/2017) conta o seguinte: "Comissão Estadual da Reparação Histórica do Povo Negro, lamenta profundamente o falecimento de nosso querido e respeitado Relator Dr. Wilson Prudente. A CEVENB /OABRJ (2015-2017), honrou os nossos ancestrais entregando o Relatório Parcial da Verdadeira História da Escravidão Negra no Brasil. O Dr. Wilson Prudente, que para nós sempre foi motivo de orgulho e enorme aprendizado, nos deixa saudades com seu jeito alegre, responsável, íntegro e demasiado conhecimento sobre o povo negro e a verdadeira história do Brasil. Continuamos firmes na luta preparando a etapa final do Relatório, seguindo as recomendações deixadas pelo nosso Relator. O nosso querido Prudente nos apontou os caminhos. Seguiremos em frente na luta contra o sistema racista. Prudente, presente!"

18 de set de 2017

PLENARIA DE DELEGADOS PARA O XVIII CONGRESSO NACIONAL DO MNU

ATENÇÃO FILIADOS!!!

QUEM QUISER SAIR DELEGADO AO CONGRESSO DO MNU DEVE SE APRESENTAR NA PLENÁRIA MAIS PRÓXIMA CONFORME CONSTA DO INFORME ABAIXO



25 de abr de 2017

PLENÁRIA ESTADUAL - Movimento Negro Unificado - RJ



PLENÁRIA ESTADUAL 

Movimento Negro Unificado 



     Todas e todos na Plenária Estadual do MNU, dia 29 de abril de 2017, sábado, 09h às 15h, no Sindicato dos Administradores, Av. 13 de Maio, 13, 8º andar - Cinelândia (ao lado do Theatro Municipal do Rio de Janeiro)

Pauta:

1- Informes;
2-Ampliação e Estruturação do MNU nos Municípios;
3- Sede;
4 -  Congresso;
4.1-Filiação;
4.2-Recadastramento;
5- Finanças.





25 de mar de 2017

Haroldo - Aniversário de um ilustre Militante.

      Comemoração de aniversário do ilustre Militante Haroldo Antonio da Silva (MNU/RJ) regado de muitos amigos, familiares, militantes, além de preciosa Brahma, Antárticas, churrasco e daquele saboroso caldo de frutos do mar e uma deliciosa  muqueca.

     Uma liderança expoente no Movimento Negro brasileiro, respeitado em todo Brasil pelo tom combatente inteligente, estratégico e conciliador por quase três décadas de militância.

3 de nov de 2016

Novembro AZUL - MNU na Campanha contra o câncer de próstata


                Tem urologista no SUS?



O Brasil é um país racista. O racismo é a ideologia que organiza o pensamento social e o Estado, impactando diretamente na vida dos negros e negras, como resultado temos uma menor expectativa de vida, maiores taxas de mortalidade, maior risco de adoecer e morrer por doenças evitáveis.
Inúmeras pesquisas publicadas apontam a assimetria no atendimento em saúde da população negra e da população branca. Estes dados colocam grandes questões a serem enfrentadas pelo Sistema Único de Saúde, pois as iniquidades apontadas indicam a existência de racismo institucional operando no interior do Sistema.
Novembro AZUL é uma dedicada campanha de prevenção ao câncer de próstata. Dados do Boletim “Mortalidade por Câncer de próstata” publicado pelo Centro Colaborador em Análise de Situação de Saúde (CCAS) da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, apontam que  os homens da raça negra apresentam cerca de 2 vezes maior o risco de manifestar a doença, além de chance de 2,5 a 3 vezes maior de morrer pelo câncer.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) a detecção precoce compreende duas estratégias: uma destinada ao diagnóstico em pessoas que apresentam sinais iniciais da doença (diagnóstico precoce) e outra voltada para pessoas sem nenhum sintoma e aparentemente saudáveis (rastreamento). O rastreamento do câncer de próstata é a realização de exames de rotina (geralmente toque retal e dosagem de PSA) em homens sem sinais e sintomas sugestivos de câncer de próstata.
Sendo  uma doença detectável e sendo os homens  negros os que apresentam maior risco  de manifestar a doença, seria esperado que as autoridades de saúde, reconhecendo a  situação de vulnerabilidade da população negra e do papel do SUS na "promoção da equidade", desenvolve-se programas efetivos para atacar o problema, porém a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN), instituída em 2009, a "Campanha SUS Sem Racismo", lançada em 2014 com cursos à distância,  não viraram ações concretas e portanto não foram suficientes acabar com o racismo institucional.
A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) em 2015 com detalhamento por raça e cor, indica   o preconceito e a dificuldade de acesso como os principais fatores para recebermos  o pior tratamento no sistema público de saúde, esperamos em média 30% mais tempo para sermos atendidos, somos a maioria na fila de espera para exames de complexidades, tratamentos quimioterápicos.
Recentemente a Sociedade Brasileira de Urologia, entidade que aglutina 95% dos urologistas brasileiros, lançou um manifesto criticando as condições de trabalho para o urologista desempenhar sua plena atribuição no SUS e a Política de Saúde do Homem junto ao Ministério da Saúde. Denunciando que o SUS não possui número de urologistas suficientes para atender a demanda resultando na enorme fila de espera para consulta e cirurgias,em complicações e óbitos devido ao diagnóstico e tratamento tardio.
Novembro já é um mês de consciência e de luta, o novembro Azul reforça o nosso compromisso com a vida, nos lembra da nossa vulnerabilidade ao mesmo tempo que mostra o caminho para a solução, nesse caso a prevenção aliada ao diagnóstico precoce eao tratamento efetivo. Temos que lutar contra as já sabidas dificuldades impostas pelo sistema de saúde.  O novembro azul pode se tornar um Ato Político pela saúde dos Negros, vamos dar a essa campanha um caráter efetivo, questionando o acesso, o tratamento e saúde do homem com câncer. Se cada um de nós negros procurarmos um posto de saúde público e exigir o exame de próstata, essa demanda, “inesperada”,vai aparecer nas estatísticas do governo, e assim terão de nos responder com políticas públicas que nos deem a solução.Denuncie as dificuldades,as condições da infraestrutura (material, medicamentos, equipamentos, recursos humanos adequadamente qualificados). Chega de ficarmos calados diante de tamanha irresponsabilidade com a vida humana.

O MNU está na luta cotidiana por melhores condições de vida e saúde da população negra. É por isso que estamos contra a PEC da Maldade (241)que quer retirar ainda mais recursos da saúde e da educação, venha com a gente para a rua.  

Serão os mais pobres os atingidos, somos nós a população de negros e negras que seremos os mais penalizados. 
Grite contra esse mal.


REAJA A VIOLÊNCIA RACIAL.


Por Conti Marcelino - MNU/RJ

8 de out de 2016

MNU NA CAMPANHA CONTRA O CANCER DE MAMA



A importância de chamar a atenção de todas as nossas militantes para a Campanha do Outubro Rosa vai muito além dos anúncios e comemorações que vemos acontecerem pelo Brasil. Temos o papel de reconstruir e ressignificar essas campanhas que não nos reconhecem como parte de uma sociedade que estamos permanentemente vitalizando. Somos nós, mulheres negras, as molas propulsoras deste país. Mas, tem sido nossa a maior parcela de sofrimento e energia despendida em busca de mudanças e reparações.
Por mais que eu, pessoalmente, anônima e totalmente perseguidora de ideais solitários seja contra usar o tons azul e rosa para se referirem as campanhas para homens e mulheres, por representarem uma reprodução dos estereótipos de gêneros que tanto lutamos para desconstruir, não há como deixar passar batida uma campanha que muda as cores dos monumentos históricos e de diversos prédios no brasil e no mundo para lembrar as mulheres que devem fazer exames periódicos.
Sonhei no  começo com mudanças de cores, minimamente pelo menos com azul para mulheres e rosa para os homens... Chamaria mais a atenção.
Mas, não rolou.
Ninguém quer saber de um esforço tão grande. Nem as feministas.
Só se fala nisto muito de vez em quando...
Então vou seguindo o fluxo e falando do Outubro Rosa mesmo...mas, no meu o Preto também será uma das cores lembradas, pois continuamos sendo o grupo mais excluido das imagens promocionais de divulgação da campanha contra o cancer de mama.
É sempre nossa a responsabilidade por divulgar em nosso próprio segmento.
Separamos uns links de leitura obrigatória para entendemos mais sobre como somos as maiores vítimas de mais essa luta desigual.

Somos o MNU e se os indicadores são conta nós, precisamos REAGIR.

Você também poderá aderir colocando a foto em seu perfil no face ou no twitter:
http://twibbon.com/support/mnu-contra-o-cancer-de-mama

Então VEM!
VEM PRA LUTA!

Links indicados:

http://blogueirasnegras.org/2014/10/07/outubro-rosa-falar-de-cancer-de-mama-tambem-e-falar-de-racismo/

http://www.ptnacamara.org.br/index.php/inicio/noticias-gerais/item/29200-outubro-rosa-benedita-alerta-que-letalidade-por-cancer-de-mama-em-negras-e-maior-e-pede-acao-com-recorte-racial

http://www.geledes.org.br/outubro-rosa-para-todas-acesso-desigual-entre-mulheres-negras-e-brancas-aos-exames-de-mama/#gs.D8o0hMo

http://institutoodara.org.br/outubro-rosa-para-todas-acesso-desigual-entre-mulheres-negras-e-brancas-aos-exames-de-mama-2/

Por Margareth Ferreira
Coordenadora de Comunicação do MNU/RJ

7 de set de 2016

O MNU tem história

Série: Esta em nossos Jornais

Como é corrente falar atualmente no Movimento Negro: "Estamos por nossa própria conta"



E cabe a nós, conhecermos nossa militância, resgatar e valorizar nossa história, revitalizando nossa luta e comprometimento com tudo o que já foi trilhado.

Nossa história, contada por nós mesmos, curtida e compartilhada para que a visibilidade das redes sociais possibilite ao maior número possível de negras e negros no Brasil, conhecê-la e entender que nossos passos vêm de longe, mas a luta sempre está começando.

Reproduzimos a seguir uma parte da entrevista do então Deputado Marcelo Dias ao Jornal do Movimento Negro Unificado ( Jan/Fev/Março de 1991, pag 8 e 9)

"J MNU - Marcelo,  fala um pouco sobre sua trajetória no movimento negro ?
M Dias - Minha militância no MN se dá a partir de 1977, quando nós tomamos conhecimento, um grupo de jovens negros da Leopoldina,  região em que moro, tomamos conhecimento do massacre de Soweto, África do Sul, em 1976.
Aquilo faz a gente despertar para a questão racial e eu me juntei ao Grupo Axé da Leopoldina.
Era um Grupo de Teatro que desenvolvia um trabalho nas comunidades faveladas.
Em 1978, o grupo apresentou uma Peça no IPCN que relembra os dez anos da morte de Luther King.

J MNU - Marcelo,  com a penetração que você tem no meio sindical reforçada agora pelo mandato parlamentar,  você pretende também organizar seminários,  como esse da Assembléia Legislativa,  envolvendo a militância  ?
M Dias - O sindicato dos Metroviários é o único sindicato do Rio de Janeiro que tem tido uma preocupação com essa questão. Em 1987, nós organizamos um debate sobre a questão racial, Jurema foi inclusive uma das palestrantes.  Em 1988, o sindicato participou da "Grande Marcha Contra a Farsa da Abolição". De 1987 para cá,  fizemos pelo menos três encontros na categoria sobre a questão racial. É preciso que a classe trabalhadora negra comece a se assumir enquanto tal. Se os partidos não absorvem está questão,  sindicato então nem se fala, é muito difícil mesmo.
Os dirigentes sindicais tiveram uma formação dentro da esquerda tradicional,  que sempre colocou que a questão do negro seria resolvida depois da Revolução, assim como a questão da mulher.
E vimos como isto serviu para que esses movimentos fossem utilizados para os interesses dessa esquerda tradicional.
E eu acho que chegou o momento,  com essas novas lideranças que tem o movimento negro hoje, de a gente mostrar para esses partidos que ou eles vêem o negro como um segmento dirigente do processo revolucionário,  ou não se vai fazer a Revolução neste país.
Ou, se a Revolução vier a ser feita com a ausência dos negros, será apenas uma Caricatura de Revolução."


Obs: A entrevista completa está Jornal do MNU mencionado ao início